Nem tudo são
flores no “mundo encantado da América”. Essa semana tive uma experiência nada
agradável ao tirar minha carteira de motorista daqui.
Um processo simples. Tudo é feito num único lugar e num dia só. Basta você levar
toda a documentação necessária para retirada da carteira, fazer uma prova de
conhecimento das leis de trânsito do seu estado e uma prova prática (no seu
próprio carro). Processo simples. O André levou 40 minutos para fazer isso
tudo. Comigo, esse processo que deveria ser simples, levou cerca de 5 horas.
Cinco horas cheias de desgastes e ataques preconceituosos,
por parte de funcionários insatisfeitos, mal amados e ignorantes, que deveriam
servir o estado (Sim. Em todo lugar tem isso, infelizmente).
Tudo
começou com o processo de entrega de documento. O senhor que me atendeu, de
muita má vontade, fez de tudo para atrapalhar meu processo. Criou caso com tudo
e quando viu que eu estava com todos os documentos certos, que não havia
motivos para me impedir de tirar a carteira de motorista, começou a fazer tudo
com mais má vontade ainda e com
muita morosidade. Quando eu não
entendia alguma coisa que ele falava (ele falava de qualquer jeito,pra dentro e
muito rápido), ele dava um sorriso irônico e
impaciente. Perguntou em que língua eu iria fazer a prova escrita, eu respondi que em inglês, ele riu e disse: “como você acha que
vai fazer uma prova em inglês, se
não consegue me entender ?”. Nessa hora me segurei para não chutar o balde e
mandar ele pro inferno (já estava sofrendo humilhação demais por 1 hora), mas
segurei a onda e gentilmente respondi: “O senhor poderia, por favor, falar mais
devagar para eu te entender melhor?”.
Primeira
etapa de humilhação passada,
fui fazer a prova escrita. Acertei 80% da prova. Se não tivesse tão nervosa e
chateada por causa daquele velho escroto, teria acertado tudo. Queria esfrega a
prova na cara dele. Detalhe: o velho era igual aquele velhinho do UP! Uma Aventura nas Alturas.
Segunda e
última etapa de humilhação: prova prática. Depois de horas esperando, chegou a
minha vez de fazer a prova prática. Uma mulher seca, mal humorada e
visivelmente de saco cheio foi a minha instrutora. Fomos até o meu carro, ela
pediu para eu entrar no carro (enquanto ela ficava do lado de fora) e fui
obedecendo aos comandos dela.
“Coloca a seta do lado esquerdo”. “Seta do lado direito”. “Pisa no freio”. Até
aí tudo bem, mas aí ela me pede: “press the horn”.
Que diabos é horn?! Ferrou! Nunca
tinha escutado isso antes. Nisso ela berrou do lado de fora: “anda logo, minha
filha, não tenho o tempo do mundo”. Eu, educadamente, pedi desculpa e disse
que não tinha entendido. Pra
que? A mulher fez um cara de C*
pra mim e fez sinal de que horn era
buzina. Buzina?! Horn é buzina?! Juro. Nunca tinha aprendido isso. Na verdade
nunca tinha precisado falar buzina em inglês. Bom, dei uma “hornzada” e ela entrou no meu carro para
seguirmos com a prova prática. Ela continuou seca
e antipática o trajeto todo. Fiz um prova prática
impecável, mas no final ela reclamou que o limite de velocidade da pista era
40 miles e eu estava a 35 miles. Me diz? Quem numa prova de direção vai andar no limite de
velocidade da pista?
Bom, terror
passado, cá estou planejando uma
viagem de carro pela Califórnia (no
verão) e com carteira de motorista americana. Quanto ao velhinho e e mulher?
Acredito que eles estarão no mesmo lugar de sempre, fazendo as mesmas coisas.

Rosa eu cá com o corpo todo dolorido, tensa por mil coisas a fazer e resolvo entrar no face. Não saberia até então como seria tão relaxante. Compreendo sua revolta, pois acredito que também ficaria assim, mas obrigada pelas gargalhadas que me proporcionou. Já pensou eu no meu carro que nem buzina tem, kkkkkk! Eu ri muito imaginando a situação. Ainda bem que passou e você conseguiu e como disse agora vai aproveitar sua felicidade enquanto eles ficam "aproveitando" o mau humor. bjs
ResponderExcluirEntão! Imagina se meu carro não tivesse buzina, desculpe, horn! Fui preparada para fazer um teste de direção, não para fazer vistoria no carro.rs
ExcluirMassa o texto, Rose. Péssima a experiência. Esse mau humor não é só daí. Beijos and "do not push the horn everywhere, because you can receive a $ 250 fine".
ResponderExcluirChato mesmo, Flavitiz. Esses caras são o exemplo dos americanos babacas, que não tão nem aí pro resto do mundo e que nunca vão sair daqui pra nada. Não vão nem para o Canadá, que é perto. De qualquer forma, uma coisa eu sei, além de tirar a carteira, aprendi uma palavra nova: Horn.
ResponderExcluir