quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Who you gonna call?


Taí. Se tem uma coisa que eu adoro é conhecer pessoas. Adoro fazer novas amizades, saber mais sobre o mundo e sobre as pessoas que habitam nele. E que mundo mais doido e rico esse que a gente vive. Aqui em Urbana estou tendo a oportunidade de conhecer pessoas de diversos países (principalmente da China - de verdade, a China vai dominar o mundo. Tem MUITO Chinês aqui). Muito legal conhecer um pouco de cada cultura. Cada um tem seu modo de pensar, de se vestir, de comer, de se relacionar e de encarar a vida. Curioso aprender um pouco de cada um. Se bem que ainda tô tentando entender os Coreanos. O fato é que a gente fica tão focado só no que somos e no que conhecemos, que não conseguimos enxergar além da fronteira. A nossa realidade é pequena demais perto desse mundão que tem por aí. Nossas certezas não existem. Nada é 100% certo e nada é 100% errado. Tudo é possível.

Estou fazendo inglês numa escola chamada English Center. Na minha turma tem Coreanos, um Italiano, um Equatoriano, uma Turca e um rapaz do Congo, que cresceu em Paris. Eu me divirto muito com o jeito de cada um. As vezes tento soltar uma piada, ou fazer algum comentário engraçado (por causa de alguma situação) mas ninguém entende e eu acabo rindo sozinha. Outro dia a professora estava pedindo para a gente preencher uma ficha com alguns dados nossos. Numa determinada parte era para a gente colocar o telefone de contato de alguém que eles pudessem ligar, caso acontecesse alguma coisa com a gente e na explicação da professora ela soltou  diversas vezes a seguinte frase como exemplo: Who you gonna call? Putz…na terceira vez que ela falou isso, eu soltei: Ghostbusters! Pra quê? Me explica? Silêncio total. Cricri, cricri,cricri...

Me dou muito bem com o Italiano, com o Equatoriano e com a Turca. O rapaz do Congo é o mais intrigante. Ele conta que quando criança criava 2 tigres, que quando foi ver a copa do mundo, na África do Sul, ganhou $72.000 num Casino e,hoje, para surpresa de todos, disse que não conhecia os Beatles. Se quer tinha escutado falar. Todo mundo ficou horrorizado. Eu não fiquei horrorizada. Achei fascinante tudo isso.

domingo, 16 de setembro de 2012

Educação


Estou impressionada com a evolução da Ana nos estudos. Não estou falando só do domínio do inglês, isso realmente está acontencendo muito rápido. Estou falando do aprendizado de conteúdo mesmo. Não sei se é pelo método de ensino, ou pelo fato dela passar muito tempo na escola (e isso faz uma diferença enorme), só sei que aqui ela claramente está evoluindo melhor nos estudos e até na escrita (que era um problema no Brasil). As constantes tarefas de matemática, ciências e literatura estão dando um belo resultado. Detalhe: a Ana estuda numa escola pública, com uma estrutura muito boa e professores com especializações em educação. Educação aqui é levada muito a sério. Muito bacana e emocionante ver o investimento e o cuidado de um país na educação. Espero, que um dia, no Brasil, a gente possa ter ensinos públicos com essa qualidade. Ainda falta um longo caminho para chegarmos no que vejo por aqui,mas acredito que o Brasil chegue a isso. Outro dia, o André conheceu, na universidade, alguns jovens brasileiros que estão estudando aqui. Eles fazem parte de um programa do governo chamado Ciência sem fronteira. Pelo o que entendi o programa banca para esses jovens um ano de estudos fora do país. Fiquei muito feliz em saber disso. É bom saber que incentivos como este estão acontecendo e são viáveis.


Quando cheguei aqui, uma das coisas que mais me deixava intrigada era o trânsito. Demorei para entender como funcionavam as regras de trânsito. Por exemplo: cruzamento. Aqui existem muitos cruzamentos sem semáforo. A regra? Quem chegar primeiro tem a preferência. Como assim? Isso mesmo. O carro que chegar primeiro na faixa tem a preferência e deve seguir. Todos param, observam e respeitam a vez do outro. Depois cada carro vai na sua vez (que é por ordem de chegada). Impressionantemente funciona muito bem dessa forma. Outro exemplo: quando vc está num via e tem alguma placa de STOP pode parar. Mesmo se não tiver vindo carro algum. Você tem que parar.Todos fazem isso. Ah! É claro, não poderia esquecer de mencionar que pedestres e ciclistas são prioridades. Um país que investe em educação proporciona regras de convivências como essas.

Importante
Pros chatos de plantão (sei que são poucos, afinal meus amigos são todos bacanas): Não estou falando mal do Brasil, ou deslumbrada com aqui. Não! Preguiça desse tipo de avaliação,viu? Estou apenas relatando percepções de coisas que estou vendo e vivendo. Afinal o objetivo do blog é esse,ok?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Um pouco de Chicago





Todo mundo fala (e o André já havia comentado isso comigo várias vezes) que Chicago é uma das cidades mais filmadas do mundo e por isso você tem muita sensação de Déjà vu ao passear pela cidade. Fato! É impressionante como você lembra de cenas de filmes ao andar pela cidade. O filme que eu mais me lembrava era O Procurado. Cada vez que via o metrô passando entre os prédios, me lembrava das cenas dos personagens em cima dos trens.Realmente é uma cidade cinematográfica e que cidade legal.

Outro ponto, que também não tinha noção, é o quanto essa cidade é importante para a arquitetura. Não sou arquiteta,mas sou cercada de arquitetos em minha vida e a cidade é uma aula aberta de aquitetura. É incrível.

Nossa passagem por Chicago foi bem rápida (apenas 2 dias), mas aproveitamos bastante. Pelas fotos dá pra ver o quanto nos divertimos.

Ah! Tivemos a sorte de pegar o ultimo dia da exposição do Lichtenstein no Art Institute of Chicago. Dica do nosso querido e culto amigo Freddy Charlson. Imperdível esse lugar. 

P.S: Não tive coragem de ir no Skydeck. Ana e André subiram e eu fiquei lá embaixo esperando.Sei,sei,sei. Vacilo. Mas não ia subir de jeito nenhum 103 andares naquele elevador lotado. Os 19 andares do prédio da Caixa já me faziam passar mal, imagina 103 andares! Nem...